Está chovendo. Está frio. Está escuro. Estou sozinha.
Aquele dia, em que a agonia interna que surgiu de causas desconhecidas, dominou o meu corpo. Aquele dia, em que eu chorei ao ver atos de paixão serem trocados em minha frente, eu sabia que ainda haveria de acontecer. Aquele dia, em que ao caminhar na chuva eu senti um calafrio, pensei que era você. Mas afinal, quem é você? Aquele que se esconde por trás dessas máscaras de gentileza ignorante, aquele que sempre acolhe-me com abraços que aquecem até mesmo meu coração vazio, aquele que eu sempre carrego comigo como um espinho na alma, envenenando-me; você se degusta de meus gritos e saboreia o aroma da vitória. Seu cálice não está cheio demais Sr. mauricio? Tenho raiva, muita raiva de você. Causador de minha cólera, meu vazio, minhas mágoas, meu caminhar sem sentido... Mas ainda sim não consigo parar de ir te ver, de ouvir suas mentiras, sentir seu toque que queima minha pele, de ser seu sacrifício, sou uma flor de pêssego em suas mãos árduas. Eu não consigo parar de te amar.

O grito que você adora, dou-lhe de presente.
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