sábado, 20 de fevereiro de 2010

Return, please

Sinto sua falta.
Você disse que nada ia mudar, que tudo ia acabar bem. Ainda não acabou, mas eu não sei quanto tempo eu ainda vou aguentar tudo isso. O sentimento do abandono me consome toda vez que eu olho pra você e percebo que não posso correr e te abraçar como eu sempre fiz. Eu quero poder te abraçar, conversar com você, passar o dia inteiro ao seu lado, ser o motivo do seu sorriso, poder saber que nada nem ninguém vai atrapalhar nosso momento juntos. Quero que volte a ser como era antes, que era sempre a gente, e a gente sabia o quanto aquilo era especial e de verdade. Ninguém sabia o quanto éramos amigos, ou o quanto sabíamos um do outro. Conversas nunca faltaram, brincadeiras nunca terminavam, e o dia parecia passar voando quando estávamos juntos. Eu quero isso de volta, você não quer? Está valendo a pena, mesmo custando a nossa amizade? Você nunca vai me perder, mas eu tenho medo de que essa distancia que machuca tire você de mim. Eu te imploro, não faça isso comigo, tenho tanto medo de não poder mais te ver, olhar pra você e saber que está tudo bem, que nada vai mudar. Mas isso é uma mentira. Porque afinal, vale a pena, não é? Desculpe, mas eu não vou mais aguentar isso. Não consigo mais segurar as lágrimas, e eu tenho que te dizer isso, mas eu não sei a hora certa, porque você não vai considerar minhas palavras, eu sei disso. Volte, venha me abraçar, esqueça tudo por um minuto e me abrace, como você sempre abraçou. Aconchega-me nos teus braços, coloque seu queixo em minha cabeça, eu colocarei meu rosto em seu peito, assim ouvirei seu coração, o coração do meu amigo, que agora sei que ainda tenho um lugar nele. Volte.
Sinto sua falta.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Bored

Num momento tedioso e nublado, eu escrevo coisas sem sentido. Aprecie.
― Olá? Alguém está aqui? ― Eu estou tão assustada por entrar na casa dele sem sua permissão, mas eu tenho que lhe dizer: minhas desculpas, meu amor. ― O que você está fazendo aqui? ― A voz dele é tão linda quando ele está bravo, mas eu queria ele com a minha voz preferida, e minhas três palavras preferidas. ― Por favor... ― Cale-se! ― Seu rosto perfeito estava distorcido em uma máscara de ódio, por que eu havia feito aquilo? ― Me ouça por um segundo, por favor! ― Suas palavras não me interessam mais ― isso doeu. ― Mas você não me deixa lhe contar minhas razões! ― Razões? Como você poderia ter alguma razão com isso? Suas razões, suas palavras, e você não me interessam mais. Compreende? ― Por que ele era tão mau? Tudo nele estava me chamando, ele era meu, e eu era dele, isto é claro até para uma criança. ― Apenas vá embora. Me esqueça, minha existência, tudo sobre mim. Eu farei o mesmo. E ele se foi, e eu fiquei. Lágrimas brotaram de meus olhos, eu cai, esperando que isso me fizesse acordar desse pesadelo. Tudo o que escutei foram seus pés quebrando as folhas secas no chão enquanto ele ia, e levava meu coração junto dele.
Não sei o me leva a escrever, além do tédio é claro. Acho que as palavras são um dos modos mais belos de se expressar. Você pode não estar presente, mas suas palavras estão lá, levando uma parte de você para que as lê. Atos falam mais que palavras, é verdade, mas às vezes um "bom dia" faria alguém muito feliz. Se alguém não conseguir ler seus olhos, lhe diga o que tem medo de dizer, se você não fizer isso, ninguém fará, e garanto que o leitor fracassado nunca entenderá seu olhar.