sábado, 5 de fevereiro de 2011

Illusions

Estou congelando por dentro sem seu amor, sem seus beijos, sem seus toques, meu querido. Salve-me! Você é a única vida em meio a minha morte.
Então você selou meus lábios vagarosamente, puxando-me pela cintura para que eu pudesse encaixar-me em seu corpo perfeitamente. Eu estava na ponta dos pés e você um pouco abaixado. Seu abraço me aquecia por inteira. Meus braços enlaçavam seu pescoço fortemente, com medo de não ser o bastante para te manter ali junto a mim. Relutantes paramos de nos beijar e nos olhamos. Você sorriu e acariciou meu rosto, as mãos mais macias que seda, e me disse palavras tão maravilhosas que me fizeram sorrir feito tola. É patético quando você é facilmente iludido pelas palavras lindas e mentirosas daquele que conquistou seu coração com as mesmas. Sou patética por ter acreditado por alguns segundos que tudo o que você me dizia poderia me levar para aquele lugar que eu desconheço, um lugar onde os amantes são bem-vindos. Um lugar que eu só vejo de longe, que eu somente observo. Não me darias o prazer de visitar este paraíso com você, meu querido? Ou suas mãos estão escorregadias com suas mentiras também? Quando que vou aprender que não devemos confiar em ninguém? Todos somos mentirosos de alguma maneira. No fundo queremos somente salvar a nós mesmos. E para isso nós mentimos para o tolo que chegou a acreditar em nossas palavras lindas e pegajosas. Não consigo mais costurar os pedaços do meu coração que você multilou. Mas não preciso mais dele, perdi minha vontade de sentir. Meus sonhos não consigo encontrar, estou perdendo minha fé, estou perdida por dentro. Você não pode me salvar? Isto é um sonho, isto não é a realidade. Ilusões em toda parte.

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